19 de setembro de 2015

Everyting changes...

Hoje vi-te, pela primeira vez em quê, três anos?! Depois de tanto tempo sem falarmos nem sequer nos vermos, vi-te e não te falei. Acredita, não sabia bem o que fazer. Aposto que não ficaste satisfeito por ter feito grandes "festas" a todos menos a ti. Ou se calhar foi-te indiferente, não sei.
Se te magoei, desculpa. Não era minha intenção. Apenas bloqueei. Não te consegui encarar pois a vontade que tinha era de te abraçar e dizer que tenho saudades do meu melhor amigo, porque tenho. Porém, tu sabes o quanto sou orgulhosa e esperei que fosses tu a dar o primeiro passo, que não deste, por seres orgulhoso como eu. Enfim, indiferença numa amizade que já foi tudo e agora é nada.

21 de agosto de 2015

Querido blog,

Que saudades imensas tenho de te escrever. Tenho sentido a tua falta, falta de desabafar contigo.
Ultimamente, tenho sentido falta de antigas amizades. Amizades essas que hoje em dia não são nada. E fico triste com isso. Pensar e ver que outrora fomos tudo para essas pessoas e agora não somos nada. Pensar que quando tinhamos alguma novidade íamos ter com esse grupo de pessoas e agora só nos falamos em aniversários. É triste pensar que vivemos num mundo assim, onde as pessoas deixam de ser o que são, onde as pessoas fazem novas amizades e não cultivam todas as anteriores. Sabes o que me custa mais? É que desse grupo de amigos, alguns ainda se falam entre si, mas nenhum mantém contato comigo. Apenas se lembram de dar os parabéns, outros nem tanto. Não preciso que me felicitem por mais um ano, até porque não estiveram comigo nem tencionam estar no futuro. Acho que as pessoas deviam lembrar-se umas das outras sempre e não apenas quando fazem anos. Às vezes penso, será que eles se vão lembrando de mim? Será que sentem a minha falta, tal como eu sinto falta deles? Será que eles querem falar comigo mas o orgulho não deixa? Ou será que apenas se lembram que, sim, fui uma amiga mas agora não sou nada?! Às vezes gostava de saber o que vai na mente deles em relação a mim. Será que faço algum tipo de falta, ou não faço falta nenhuma?! Às vezes gostava de saber, apenas para perceber.
Eu não sou de dar o braço a torcer, nem de perdoar. Em 21 anos de vida, fiz as pazes com uma pessoa e, dessa sim, não me arrependo nem vou arrepender. Foi e é das pessoas mais importantes da minha vida e que melhor me conhece. Não me sinto na obrigação de ir falar com as pessoas acima mencionadas. Acho que elas é que deviam falar comigo. Contudo, vendo na perspetiva delas, se calhar pensam exatamente o mesmo e é por isso que também não vêm falar comigo. Sinto falta deles, tenho que ser sincera. Porém, a falta não é assim tanta que me faça pisar o orgulho. Afinal, seguimos vidas diferentes. Eles estão na faculdade, eu trabalho. Eles moram todos juntos, eu mudei-me. Eu própria fiz as minhas escolhas, agora tenho que aceitar essas consequências. Tenho amizades à distância, sim, mas sempre foram assim. Com eles era diferente. Íamos sempre todos passear, sempre juntos de um lado para o outro... e de repente tudo isso se foi. Acho que a culpa é sempre de ambas as partes, por isso não me culpo só a mim. Tomei as minhas decisões e estou feliz com elas. Se alguém tiver algo a dizer, por favor que me avise.

Um beijinho,
Daniela*

28 de abril de 2015

Querido blog,

Como estás?
Como vês, desta vez o tempo desde a última publicação foi menor. Será que estou a precisar mais de ti? Ou apenas quero organizar melhor a minha cabeça? Sabes que ninguém me entende tão bem quanto tu.
Hoje pensei em algo que muita gente pensa e tem medo de dizer. O que achas sobre relações longas? O que achas sobre estabilidade, rotina? O que achas sobre ser feliz e ter pensamentos obscuros?
Não sei que pensar sobre o fato de haver perca de interesse numa relação. Faz-me confusão uma pessoa ser capaz de amar alguém e, no entanto, precisar de atenção de outra pessoa. Porque será que isso acontece? Hoje dei comigo a ouvir estas coisas que te conto e não sei ao certo o que pense. Quer dizer, se a pessoa é feliz porque é que precisa de atenção de outra pessoa? Estranho, não é?
Gostava que um dia me esclarecesses sobre isso, se conseguires!

Um beijinho,
Daniela

17 de abril de 2015

Querido blog,

Desculpa andar tão desligada de ti. Na verdade, tenho saudades de escrever-te.
A vida tem dado muitas voltas. O trabalho, a mudança para a nova casa e tudo o que isso traz atrás. É muita pressão em cima de uma só pessoa. Gostava que compreendesses isso. Não tenho vindo por falta de tempo mesmo, não por já não sentir a tua falta. Admito também que não tenho andado nada inspirada e sinto falta desses tempos. Sinto falta de me sentir inspirada por ti, de sentir vontade de escrever. Talvez a minha vida agora não seja tão interessante como os tempos de escola. Talvez seja esse o motivo da minha quebra de inspiração. Talvez seja também o facto de me ter juntado e agora tudo se resolver na altura e não ter tempo sequer de escrever sobre isso. Não sei. Não sei para onde foi toda a minha inspiração, mas adorava saber. Talvez tu saibas dela e a possas trazer de volta. Sinto muito a sua falta, dizes-lhe isso por mim?
Que novidades tens perdido, ora bem... já estive de férias este ano, duas vezes, sendo esta a segunda semana (segunda vez). As férias têm sido boas, mas admito já ter um pouco de saudades do trabalho. Talvez porque passo o dia todo em casa, sem fazer nada. Acordo sozinha, como, faço o almoço, almoço (com a presença do C. que entretanto chega), dormimos, acordamos, lanchamos, faço o jantar, dormimos e no dia a seguir há um BIS. Não sou muito fã de rotinas, mas também não sou muito fã de andar de um lado para o outro, muito menos sem o C.
O natal foi bom e a passagem de ano também. Entretanto, já fiz anos, como sabes, e confesso que senti uma pontinha de azedo. Porquê? Bem... não foi bem aquilo que estava à espera. A tarde foi uma coisa super banal e sei que o C. com o curso não consegue fazer muito melhor mas achei que o dia de anos agora passa a ser um dia normal em que faço anos, apenas isso. À noite, tive uma surpresa. O C. preparou tudo com a minha família e eles vieram cá a casa passar a noite comigo. Fizeram a paparoca, arranjaram tudo e eu não desconfiei de nada! Foi uma surpresa bem preparada, como sabes, sou uma pessoa que desconfia muito das coisas e normalmente acerto naquilo que penso. Talvez a minha "depressão" pelo dia monótono me tenha deixado céptica em relação à surpresa. Pelo que dizem não tive uma reacção tão estridente como deveria ter sido. Enfim, sabes como sou.
Hoje decidi escrever-te porque tenho tempo livre, porque senti saudades e também porque não me apetece discutir mais com o C. Ele às vezes passa um pouco a barreira da estupidez e eu ando a ficar demasiado irritada. Porque será? Não faço a mínima ideia. Achas que estou farta dele? Quer dizer, agora que já estamos nesta fase... Talvez eu sinta falta de toda a atenção dele. Sim, porque antes como estávamos poucas vezes juntos, a atenção quando nos víamos era toda para mim, agora que estamos 24 sob 24h juntos, talvez a necessidade de atenção para ele não seja tanta. Não sei. Sabes que sou uma pessoa muito mimosa, que precisa de ser sempre o centro das atenções. Ele não percebe isso. Quer dizer, ao fim de quase 4 anos devia perceber não? Enfim, não sei.
Espero que esta vontade de te escrever venha mais vezes. Parecendo que não já me acalmaste bastante, como sempre. Obrigada pelo teu apoio fiel blog.

Um beijinho, 
A tua Daniela