28 de setembro de 2016

Submundo,

Não sei porque temos sempre mais vontade de escrever quando nos sentimos em baixo. Talvez porque precisamos de desabafar e achamos que ninguém nos vai compreender, que ninguém nos vai ouvir. Toda a gente tem direito a ter a sua opinião , dessa forma, quando falamos com alguém só iremos ouvir isso mesmo, mais uma opinião. Talvez igual à nossa, talvez diferente. Sei apenas que não me irá ajudar a resolver qualquer que seja a questão.
Porém, tenho saudades de ti, Submundo. Não penses que me lembro só de ti quando estou mal, lembro sempre e várias vezes mas tenho medo de te encarar pois sei o mal que te fiz. Não espero que me perdoes e sei que nunca irás ler o que te escrevo, mas sabe bem escrever... pensar que estás a ouvir-me como sempre tiveste do meu lado. Sempre que precisava estavas lá, merecendo ou não, davas-me sempre a mão.
Gostava que soubesses e me tirasses do peito este peso. Sabes, há coisas que por mais que tente explicar ninguém me vai entender. Mas tu... tu saberias o que dizer.
Sinto que neste mundo estou sozinha. Sim, sei o que estás a pensar, tenho família, amigos, um namorado, mas sinto-me perdida. Não sei o que se passa comigo. Não sei o que sentir, o que dizer, o que fazer. Sinto que todo o mundo me cai... na verdade, têm acontecido algumas coisas boas mas não sei se chegam para combater toda a minha insegurança. Tu sabes... tu sabes como sempre fui insegura. Tento sempre não demonstrar, mas as atitudes falam por si. Não sei como ultrapassar isto. Tu tinhas sempre o dom de me fazer sentir bem. Em tempos tive isso,  depois de ti, mas agora sinto que não tenho mais. Sinto-me a mais. Sinto que há razões válidas para me expulsarem do dia-a-dia... Sempre achei que o problema era eu, hoje descobri que sou. Sei que nunca gostaste que tivesse estes pensamentos. Sei o quanto me ias dar na cabeça por sequer pensar, mas também sabes que, apesar da figura forte, sempre fui bastabte frágil.
Talvez seja mesmo eu o problema. Talvez se eu desaparecesse ninguém desse conta. Ou dariam daqui a uns tempos porque falaram com alguém que fez lembrar da Daniela. Será que sou apenas um ponto de passagem e viragem na vida das pessoas? Será que apenas estou a receber aquilo que mereço pelo mal que te fiz? Não sei. Talvez.
O que eu sei é que saberias o que me dizer e agora parece que perdi tudo.
Não me sinto com amigos. Sinto que as pessoas têm pena de mim. Não sei se mereço o bem que recebi. Não sei se devo tornar-me uma pessoa ou continuar um monstro. Sabes que sempre vesti pele de lobo para os enganar, mas sempre fui um carneiro pequeno e frágil. Sei que tu sabias isso. Sei que se soubesses irias concordar. Sei que não me ias mandar abaixo, sei que me ias tentar levantar. E eu? Ia fazer merda como sempre fiz. Atirar-te para o fundo do túnel novamente. E depois, iria arrepender-me novamente.
Só quero que saibas que vou tentar ser forte, como serias por mim.

23 de abril de 2016

Querido blog,

Tenho andado ausente de tudo, longe do mundo, longe de ti. Tenho sentido falta de te escrever, de te contar os meus dias e ter os meus desabafos.
Não sei por onde começar.
Não tenho grandes novidades para ti, continuo a trabalhar no mesmo sitio. Conheci pessoas novas e reencontrei colegas antigos. Neste momento, sinto-me bem no meu ambiente de trabalho. Tenho três pessoas que, para mim, são as que mais me apoiam e puxam por mim. Sinto-me bem em saber que existem pessoas que se preocupam comigo a nível profissional.
No ambiente familiar, tenho a dizer que, como sabes, fiz anos há uns dias e adorei estar com a minha família. Sinto falta deles, dos mimos e abraços dos papás, das brigas com os meus irmãos. Meu Deus, como a vida muda. Tenho 22 anos, imensas responsabilidades e sinto falta dos meus pais. Não digo que não esteja bem, mas há pessoas que nos fazem falta.
Em casa, tudo continua na mesma. Quer dizer, tenho tido muitos baixos mas pronto, nada que me afete tanto quanto antes. Acho que me sinto mais madura e responsável e independente. Sei que não preciso de alguém para me sustentar e ser feliz. Consigo ser feliz apenas comigo mesma, Sinto-me bem comigo mesma e acho que o amor próprio deve ser o maior amor que devemos ter.
Não sei que te dizer sobre a minha relação. Tenho desconfianças de algumas coisas e talvez seja por isso que ando mais independente. Não é mau, nem bom. Porém, é reconfortante.
Diz-me o que pensas sobre isto.

Um beijinho,
Daniela

17 de janeiro de 2016

Ano Novo, Vida Nova?

Não percebo porque é que há tanta gente que insiste em dizer que ano novo, implica vida nova. Para mim, permanece tudo igual. As mesmas preocupações, os mesmos desatinos. O mesmo estado de espírito, a mesma casa, a mesma vida. Nada mudou, apenas o mês em que estamos e o ano.
Não compreendo essa mania de querer que tudo seja diferente apenas porque o ano mudou. Temos que desejar o melhor todos os dias da nossa vida. Temos que lutar sempre, empenharmo-nos sempre.
A minha vida continua a mesma. Talvez as coisas mudem daqui a uns tempos, mas não será porque o ano mudou. Será porque eu quis, porque lutei e ando a lutar por isso há algum tempo. Gostava apenas que entendessem, que a mudança de ano não implica nada, apenas a continuação da vida que temos.

3 de janeiro de 2016

7º Selo

O blogue Quebra do Silêncio, da minha querida Mel, ofereceu-me este selo! 
As regras consistem em:

- Responder a todas as perguntas;
- Indicar no mínimo onze blogues com menos de quinhentos seguidores;
- Colocar o selo da TAG;
- Colocar o link de quem indicou.




As perguntas são:

1) Qual é o teu estilo de música favorito? De tudo um pouco. O que mais me acalma continua a ser uma boa música de Guns n' roses.


2) Qual é a tua peça de roupa preferida? Vestido,


3) Qual é o teu calçado favorito? All Star.


4) Camisa ou camisola? Calças ou calções? Camisola e calções.


5) Cabelo estiloso ou tradicional? Liso ou encaracolado? Tradicional e liso.


6) Brigadeiro ou gelado? Brigadeiro.


7) Doce ou Salgado? Doce


8) Como defines o teu estilo? Não defino.


9) És do tipo de pessoa que consome bastante ou que só compra o básico? Só o básico. Exceto se for para outras pessoas, aí consigo gastar mais.


10) Consideras-te vaidosa? Não.


Os blogues que escolho para responder à TAG são:











19 de setembro de 2015

Everyting changes...

Hoje vi-te, pela primeira vez em quê, três anos?! Depois de tanto tempo sem falarmos nem sequer nos vermos, vi-te e não te falei. Acredita, não sabia bem o que fazer. Aposto que não ficaste satisfeito por ter feito grandes "festas" a todos menos a ti. Ou se calhar foi-te indiferente, não sei.
Se te magoei, desculpa. Não era minha intenção. Apenas bloqueei. Não te consegui encarar pois a vontade que tinha era de te abraçar e dizer que tenho saudades do meu melhor amigo, porque tenho. Porém, tu sabes o quanto sou orgulhosa e esperei que fosses tu a dar o primeiro passo, que não deste, por seres orgulhoso como eu. Enfim, indiferença numa amizade que já foi tudo e agora é nada.

21 de agosto de 2015

Querido blog,

Que saudades imensas tenho de te escrever. Tenho sentido a tua falta, falta de desabafar contigo.
Ultimamente, tenho sentido falta de antigas amizades. Amizades essas que hoje em dia não são nada. E fico triste com isso. Pensar e ver que outrora fomos tudo para essas pessoas e agora não somos nada. Pensar que quando tinhamos alguma novidade íamos ter com esse grupo de pessoas e agora só nos falamos em aniversários. É triste pensar que vivemos num mundo assim, onde as pessoas deixam de ser o que são, onde as pessoas fazem novas amizades e não cultivam todas as anteriores. Sabes o que me custa mais? É que desse grupo de amigos, alguns ainda se falam entre si, mas nenhum mantém contato comigo. Apenas se lembram de dar os parabéns, outros nem tanto. Não preciso que me felicitem por mais um ano, até porque não estiveram comigo nem tencionam estar no futuro. Acho que as pessoas deviam lembrar-se umas das outras sempre e não apenas quando fazem anos. Às vezes penso, será que eles se vão lembrando de mim? Será que sentem a minha falta, tal como eu sinto falta deles? Será que eles querem falar comigo mas o orgulho não deixa? Ou será que apenas se lembram que, sim, fui uma amiga mas agora não sou nada?! Às vezes gostava de saber o que vai na mente deles em relação a mim. Será que faço algum tipo de falta, ou não faço falta nenhuma?! Às vezes gostava de saber, apenas para perceber.
Eu não sou de dar o braço a torcer, nem de perdoar. Em 21 anos de vida, fiz as pazes com uma pessoa e, dessa sim, não me arrependo nem vou arrepender. Foi e é das pessoas mais importantes da minha vida e que melhor me conhece. Não me sinto na obrigação de ir falar com as pessoas acima mencionadas. Acho que elas é que deviam falar comigo. Contudo, vendo na perspetiva delas, se calhar pensam exatamente o mesmo e é por isso que também não vêm falar comigo. Sinto falta deles, tenho que ser sincera. Porém, a falta não é assim tanta que me faça pisar o orgulho. Afinal, seguimos vidas diferentes. Eles estão na faculdade, eu trabalho. Eles moram todos juntos, eu mudei-me. Eu própria fiz as minhas escolhas, agora tenho que aceitar essas consequências. Tenho amizades à distância, sim, mas sempre foram assim. Com eles era diferente. Íamos sempre todos passear, sempre juntos de um lado para o outro... e de repente tudo isso se foi. Acho que a culpa é sempre de ambas as partes, por isso não me culpo só a mim. Tomei as minhas decisões e estou feliz com elas. Se alguém tiver algo a dizer, por favor que me avise.

Um beijinho,
Daniela*

28 de abril de 2015

Querido blog,

Como estás?
Como vês, desta vez o tempo desde a última publicação foi menor. Será que estou a precisar mais de ti? Ou apenas quero organizar melhor a minha cabeça? Sabes que ninguém me entende tão bem quanto tu.
Hoje pensei em algo que muita gente pensa e tem medo de dizer. O que achas sobre relações longas? O que achas sobre estabilidade, rotina? O que achas sobre ser feliz e ter pensamentos obscuros?
Não sei que pensar sobre o fato de haver perca de interesse numa relação. Faz-me confusão uma pessoa ser capaz de amar alguém e, no entanto, precisar de atenção de outra pessoa. Porque será que isso acontece? Hoje dei comigo a ouvir estas coisas que te conto e não sei ao certo o que pense. Quer dizer, se a pessoa é feliz porque é que precisa de atenção de outra pessoa? Estranho, não é?
Gostava que um dia me esclarecesses sobre isso, se conseguires!

Um beijinho,
Daniela

17 de abril de 2015

Querido blog,

Desculpa andar tão desligada de ti. Na verdade, tenho saudades de escrever-te.
A vida tem dado muitas voltas. O trabalho, a mudança para a nova casa e tudo o que isso traz atrás. É muita pressão em cima de uma só pessoa. Gostava que compreendesses isso. Não tenho vindo por falta de tempo mesmo, não por já não sentir a tua falta. Admito também que não tenho andado nada inspirada e sinto falta desses tempos. Sinto falta de me sentir inspirada por ti, de sentir vontade de escrever. Talvez a minha vida agora não seja tão interessante como os tempos de escola. Talvez seja esse o motivo da minha quebra de inspiração. Talvez seja também o facto de me ter juntado e agora tudo se resolver na altura e não ter tempo sequer de escrever sobre isso. Não sei. Não sei para onde foi toda a minha inspiração, mas adorava saber. Talvez tu saibas dela e a possas trazer de volta. Sinto muito a sua falta, dizes-lhe isso por mim?
Que novidades tens perdido, ora bem... já estive de férias este ano, duas vezes, sendo esta a segunda semana (segunda vez). As férias têm sido boas, mas admito já ter um pouco de saudades do trabalho. Talvez porque passo o dia todo em casa, sem fazer nada. Acordo sozinha, como, faço o almoço, almoço (com a presença do C. que entretanto chega), dormimos, acordamos, lanchamos, faço o jantar, dormimos e no dia a seguir há um BIS. Não sou muito fã de rotinas, mas também não sou muito fã de andar de um lado para o outro, muito menos sem o C.
O natal foi bom e a passagem de ano também. Entretanto, já fiz anos, como sabes, e confesso que senti uma pontinha de azedo. Porquê? Bem... não foi bem aquilo que estava à espera. A tarde foi uma coisa super banal e sei que o C. com o curso não consegue fazer muito melhor mas achei que o dia de anos agora passa a ser um dia normal em que faço anos, apenas isso. À noite, tive uma surpresa. O C. preparou tudo com a minha família e eles vieram cá a casa passar a noite comigo. Fizeram a paparoca, arranjaram tudo e eu não desconfiei de nada! Foi uma surpresa bem preparada, como sabes, sou uma pessoa que desconfia muito das coisas e normalmente acerto naquilo que penso. Talvez a minha "depressão" pelo dia monótono me tenha deixado céptica em relação à surpresa. Pelo que dizem não tive uma reacção tão estridente como deveria ter sido. Enfim, sabes como sou.
Hoje decidi escrever-te porque tenho tempo livre, porque senti saudades e também porque não me apetece discutir mais com o C. Ele às vezes passa um pouco a barreira da estupidez e eu ando a ficar demasiado irritada. Porque será? Não faço a mínima ideia. Achas que estou farta dele? Quer dizer, agora que já estamos nesta fase... Talvez eu sinta falta de toda a atenção dele. Sim, porque antes como estávamos poucas vezes juntos, a atenção quando nos víamos era toda para mim, agora que estamos 24 sob 24h juntos, talvez a necessidade de atenção para ele não seja tanta. Não sei. Sabes que sou uma pessoa muito mimosa, que precisa de ser sempre o centro das atenções. Ele não percebe isso. Quer dizer, ao fim de quase 4 anos devia perceber não? Enfim, não sei.
Espero que esta vontade de te escrever venha mais vezes. Parecendo que não já me acalmaste bastante, como sempre. Obrigada pelo teu apoio fiel blog.

Um beijinho, 
A tua Daniela

11 de novembro de 2014

Querido blog,

Hoje sinto-me nostálgica. Estive a ver fotografias do meu aniversário de 2011, onde fui jantar com uns amigos de escola, que estimava bastante. Hoje em dia, nem nos falamos. Apenas mantenho amizade com uma das pessoas, a minha AS.
Tenho saudades daqueles tempos, sabes?! Quando tinha amigos de escola que podia contar para tudo, onde ríamos, brincávamos, fazíamos tontices, copiávamos nos testes, ajudávamo-nos mutuamente na escola. Havia ombros amigos para o que precisássemos, que nos avisavam para todo o tipo de conflitos. God, como sinto saudades desses velhos tempos da secundária.
Lembro-me quando jogávamos futebol e eu odiava que os rapazes gozassem comigo quando fazia algo de errado! Mas depois vinham ter comigo e ajudavam-me a fazer melhor. Éramos uma turma super unida, vocês eram os meus verdadeiros amigos na altura. Pensando bem.. se calhar não eram assim tão verdadeiros.. Porque algo que é verdadeiro pode ir, mas volta sempre. E da secundária, apenas três pessoas ficaram. É triste quando nos afastamos das pessoas, a vida muda, passamos a ter outras prioridades, mas as amizades deviam manter-se. Se são verdadeiras, deviam manter-se. E sinto um vazio por ter perdido algumas pessoas ao longo desta vida. Talvez as coisas sejam mesmo assim, talvez tudo funcione assim. Porém, acredito que tudo acontece por um motivo. As pessoas passam pela nossa vida por algum motivo, seja esse qual for. Talvez um dia descubra qual foi a razão de cada pessoa ter passado e abandonado a minha vida, talvez.

Um beijo,
A tua Daniela

10 de novembro de 2014

Trevas.

Submundo,
Que é feito de ti?
Hoje sonhei contigo, sabes?! Foi um sonho agradável onde senti um forte abraço teu. Na verdade, creio que estou a precisar de um. Só tu sabias compreender-me totalmente e aquecer-me a alma sem te contar o porquê de não estar bem. Sinto falta de ti, de um sorriso, de um "Então que se passa?", de uma preocupação vinda de ti. Aquele aconchego que só tu sabias dar, uma palavra e parecia que o mundo brilhava. Eras uma pessoa maravilhosa, e acredito que continues a ser. Tens um coração doce.
Agradeço a Deus por teres passado na minha vida, por me teres feito crescer! Graças a ti sou a mulher que sou hoje, graças ao teu apoio incondicional e paciência descomunal. Perdoa-me por todo o mal que te fiz e por todas as más recordações que te possa dar. Gostei do teu ombro amigo e das tuas palavras quentes. Gostei de recordar isso no meu sonho.
Obrigada querido submundo,
Um beijo
Daniela Dias

20 de agosto de 2014

desabafo emocional,

Nunca para mim as palavras "amo todas as tuas perfeitas imperfeições" fizeram tão pouco sentido como hoje. Sinceramente, não percebo. Num dia és rainha, no outro gata borralheira. Talvez a culpa até seja minha, talvez seja das estrelas. A verdade é que já não sei. Deixo-me levar pelas tuas palavras doces, ou deixava! Agora nem isso. Não sinto o amor que outrora senti. Não sinto o afeto e a ternura, o doce sorriso e abraço. Agora sinto pedras de gelo no meu corpo e água amarga no meu intimo. Já não sei amar, talvez seja isso. Ou será que sei? Se calhar não quero saber. Estes monstros dentro de mim atormentam-me cada vez mais e eu sigo-os. Não consigo dizer não, sou fraca. Talvez eu seja o problema e não o meu coração. Dizem que o coração magoa e a mente resolve, acho que no meu caso é precisamente o contrário. O coração aquece-me e a mente arrefece.
Pensamentos que me invadem a mente e prometem vingança. Talvez precise de ajuda. Talvez a ajuda sejas tu. Eu sei, sei que és sempre tu a cuidar de mim. Se calhar já nem és feliz, apenas estás preso por amor. Eu admiro-te, a sério que sim, mas não penso que isto seja uma boa batalha para ti. Talvez precises de uma nova guerra, porque nesta sofres demasiado e tenho medo que acabes por morrer. Talvez te deva mostrar isto. Talvez estejas melhor sem saber. Eu não sei. Só sei que te amo.

4 de agosto de 2014

Querido blog,

Olá!!
Há muito tempo que não te visito, mas tenho tido saudades tuas. Sabes, agora com o trabalho sobra-me pouco tempo e o que sobra é mesmo para descansar.
Hoje precisei de ti. Preciso de saber se ainda me lês e de desabafar.
A vida tem corrido bem, com o trabalho nem tenho tido muito tempo para pensar nestas coisas... No entanto, hoje encontro-me em casa e comecei a pensar nos tempos da escola, dos colegas, das amizades que tinha e como elas, de repente, acabaram. Tenho saudades de ir almoçar com os meus colegas no último dia de aulas, ou daquele dia em que decidimos todos faltar a uma aula. Sinto saudades dos abraços sinceros que todos dávamos e das palavras doces que trocávamos. Tenho saudades dos bilhetes trocados nas aulas, nas trocas de respostas relativas aos testes sem os professores repararem, até mesmo de fazermos de cupido entre colegas. Tenho saudades de sairmos da escola todos os intervalos, de apanharmos chuva, de fazer aulas de educação física! Meu querido secundário, tenho tantas saudades tuas.
Não é que não esteja feliz mas sinto um vazio e falta desse tempo.
Como quando saía da escola e íamos todos juntos para casa, ou quando o meu melhor amigo me ia buscar à escola ou visitar na hora de almoço ou intervalos só mesmo para estarmos um pouco juntos.. Sinto vontade de ter algumas amizades de volta, amizades que eu estimava mas que aos poucos se foram apagando. Como saber que damos os parabéns a uma pessoa que consideramos grande amiga e depois vermos que deu uma festa e não nos convidou. É tão frustrante, não sei... Acho que é algo que terei que ultrapassar com o tempo. Só algumas amizades ficaram e espero não as perder, se bem que será necessário haver um contacto constante? Será que se esquecerão de mim?
Enfim, só o tempo o dirá.

Obrigada pela tua compreensão, querido blog.
A tua Daniela.

21 de maio de 2014

Querido blog,

Não sei o que se passa comigo. Não sou mais eu. Não sei o porquê. Não me sinto a mesma.
Estou afastada, desinteressada, agressiva com quem a única pessoa que não merece. Não tem feito nada para merecer. E não sei como voltar atrás com esta minha atitude. Acho que causei danos, mas pressinto que irei causar mais. Prevejo que isto se vai desmoronar. E há que haver medo.
Sinto-me desiludida com certas pessoas. Mas não é isto que me está a afectar, é outra coisa... algo que ainda não descobri...
Desejo-te uma boa noite,
A tua Daniela.

26 de abril de 2014

Querido blog,

Ontem as coisas correram mais ou menos.
Eu acordei e fui para a sala. Ele acordou e enfiou-se no escritório. Começou a pôr que me faziam lembrar nós. Tocou a nossa música e ouvi-o cantar e chorar. Chorei mas mantive-me na sala. Tocaram tantas outras e ouvia-o cantar... Isto durante duas horas, mais ou menos. Depois, ele veio ter comigo e abraçou-me. Pediu desculpa e fizemos as pazes.
Fomos comprar umas coisas para a casa e utilizei o meu novo modo de ser durante as primeiras horas, depois tive que abrir a boca. Escrever no telemóvel não estava a dar com nada.
Espero que a partir de hoje as coisas corram melhor, esta situação não nos faz nada bem. Amanhã trago-te noticias.
Um beijo,
A tua Daniela.

25 de abril de 2014

Querido blog,

Hoje acordei mais cedo. Vim procurar umas coisas na internet e decidi escrever-te.
Agora irá começar a nova etapa, a que te falei ontem. Não sei como irá correr, nem te posso dizer como já está a correr porque ainda não começou. Ainda estou apenas eu de pé.
Tenho receio do que ele possa ter feito ontem, mas sinceramente as acções ficam para quem as pratica. Se calhar matou saudades de alguém, ou talvez sejam só coisas da minha cabeça. A confidente e amiga que tenho, diz-me que enquanto não esquecer um assunto do passado, que supostamente provoca as crises do presente, as coisas não irão melhorar nem sequer resultar. Talvez ela tenha razão. Pergunto-me, será que sou eu que quero que isto termine? Depois de tanto esforço para ter será que sou eu que quero um ponto final? Quem sabe, eu não sei...
O tempo passa, mas não cura. A gente perdoa, mas não esquece. A vida é assim, feita de mágoas. Porém, será que somos nós que controlamos este rumo? Será que se quisermos, tudo muda? Sinceramente, não sei. Arrisco em dizer que, ao fim de vinte anos, nada sei. Porque será assim? Como é que não temos respostas a nada, passando por tanto? Ou será que iremos passar por mais coisas ainda? Quer dizer, não duvido que sim, mas serão piores? A vida é feita de sofrimento? Então, de que nos vale viver? Para quando estivermos perto de morrer nos arrependermos de algo que fizemos ou não? Não entendo este conceito de vida, não sei como se vive, não sei o que querem de nós.
Sei que não consigo confiar, não consigo. Impossível acreditar numa verdade que é mentira. Quando insistimos em mentir sobre determinado assunto, é porque temos algo a esconder. E eu tenho uma mente que puxa muito por si e por vezes vai-se abaixo. Será que penso demais? Ou será que penso o acertado? Aquilo que ninguém quer ver, mas que é real...
Não sei o que me reserva, mas sei que coisa boa não é. Só espero que este pesadelo acabe, seja de que maneira for. Sinto-me cansada e sem forças para lutar. Não vou desistir, apenas deixar de tentar.
E devo aceitar, mais uma vez, o perdão? Ou devo manter a minha postura e desprezar?
Deixo-te com estas dúvidas e um carinho doce,

A tua Daniela.

24 de abril de 2014

Querido blog,

Há muito que sentia saudades de escrever, hoje é o dia!
Decidi, todavia, que não vou falar mais, apenas escrever. Percebi que ao ser uma pessoa totalmente transparente em relação ao que se passa, na confusão, da minha alma, magoo as pessoas. É verdade, as palavras machucam e, ao que parece, não se aproveita nenhuma das que são proferidas pela minha boca. Tudo magoa, todo o meu rancor e medo magoa. É por isso que defendo a ideia, a partir de hoje, de "entrar muda e sair calada". Afinal, quem inventou essa expressão, sabia bem o que dizia. É o remédio para quase todos os males. Talvez a falta da minha voz e das minhas "bocas", como dizem, faça bem às pessoas.
Descobri ainda que sou uma pessoa bastante interessante, mas exclusivamente quando estou calada. Quando abro a boca, perco todo o interesse. Quem diria!
Sinceramente, nem sei o que mais me magoa, o facto de me dizerem isso, ou o facto de sentir que é verdade. No entanto, o "sentir que é verdade" também é posto em causa, tendo em conta que, supostamente, não sei distinguir a verdade da mentira. Pois é, meu querido blog, ao que parece tenho muitos problemas. E queres saber mais um? Tenho falta de atenção. Sim, sofro por falta de atenção por parte dos meus amigos, por falta de amizades digamos. Pois é, acho que preciso é de um psicólogo porque se isto tudo é verdade - não a minha verdade, mas sim a dos outros -, então acho que estou muito afectada, diga-se de passagem.
Bem, como sempre disse, o único problema em todo o lado, sou eu. E talvez seja mesmo! Na casa dos meus pais, sentia-me mais como o "ponto de equilíbrio" entre todos, hoje sinto-me um poço de merda. Sim, é isso mesmo, sou um poço de merda. Sinto-me aliviada e magoada ao mesmo tempo por considerar que essa frase se adequa à minha pessoa, mas é a verdade  nua e crua.
Não me sinto péssima, mas em choque. Afinal foram preciso vinte anos para notar que sou assim. Percebo agora o vazio que sempre existiu em mim. Recebo amor, mas ponderando bem... não o devo retribuir.
Sabe Deus o que o futuro me reserva, mas eu cá já fiz as minhas contas. Não é algo que fiz no passado, mas sim no presente, ou algo que não fiz no presente nem passado.
Amanhã conto com uma nova etapa, boa ou má só depois saberemos. Só quero cumpri-la e verificar se o erro sou mesmo eu.
Despeço-me de ti com muito amor e carinho,

A tua Daniela.

18 de abril de 2014

10.04 ♥

Hoje vim falar sobre o meu dia de anos. Fiz vinte anos e foi um dia muito bem passado, como sempre com a presença do meu amor lindo e das suas surpresas anuais ♥
Este ano, decidiu levar-me ao Oceanário. Que saudades tinha de lá ir, aos anos que não ia. Acho que a última vez havia sido há mais de dez anos atrás. Como o tempo passa.
Começámos o dia com muitos mimos da parte dele e seguimos para o Vasco da Gama. Almoçámos por lá e depois fomos ao Oceanário. Minha nossa como as coisas são lindas, os animais, os pequenos seres vivos, as estrelas-do-mar. E as lontras? Adoro, adoro! E o tamanho dos tubarões?! Tudo foi perfeito, tirei montes de fotografias a cada recanto, durante o passeio. Vimos também as tartarugas, uma exposição à parte. Elas são enormes!! 
Após uma tarde bem passada, fomos visitar os meus pais. Tinha que lhes ir dar um beijinho, claro. Aproveitámos para lanchar e meter a conversa em dia e matar um pouco as saudades.
De seguida, fomos para o Dolce Vita Tejo, onde nos esperava uma sessão de cinema e um pequeno jantar banal. Fomos ver o Need For Speed - The Movie. Gostei bastante.
Viemos para casa e assim se passou mais um aniversário.

7 de abril de 2014

33 ♥

Hoje conseguiste surpreender-me à grande. Não há nada mais belo que o amor e carinho que me dás, todos os dias, uns mais outros menos, eheh :)
Príncipe meu, o dia foi espectacular, maravilhoso, extraordinário. Não há palavras para tamanho significado que teve para mim, foste perfeito, como sempre o és ♥
Deixo aqui algumas imagens para recordarmos mais tarde, transmitindo assim a alegria do nosso dia! Parabéns a nós que vivemos juntos há um mês e que namoramos há trinta e três @ Amo-te muito meu marido ♥



5 de abril de 2014

Querido blog,

Ultimamente tenho pensado muito. Sabes, na segunda já faz um mês que estou a viver em Almada com o Cláudio e sinto-me bem com isso. É tão bom chegar a casa e saber que tenho o meu menino aqui, é tão bom chegar a casa e haver sossego e paz.
Por outro lado, pensei... isto é mesmo para a vida. Não haverá mais conquistas de rapazes, nem haverão mais rapazes. Apenas um, o meu!! E isso é bom, apesar de tudo é bom. Iremos ter mais experiências, como casal. Iremos ter muito boas experiências nesta vida partilhada, disso tenho a certeza. E somos felizes, felizes à nossa maneira. Com discussões parvas, é verdade, mas isso faz parte.
O mundo agora é nosso, faremos dele o que quisermos!
Tentarei vir cá mais vezes escrever-te. Tenho saudades tuas, blog!

Um beijo,
Daniela.

23 de março de 2014

Shit.

Às vezes não sei o que pensar, o que fazer. Sempre a criticar, a fazer-me sentir mal.
Não sei onde queres chegar, onde queres que chegue. Saber sei, mas isto só me faz mal, só me magoa e muito. E eu sei, que no fundo, não queres isso. Suspiro sem saber onde cair. Porque é que não estás lá para me segurar? Sempre estiveste e agora parece que me deixas sem chão. Tão perto mas tão longe. Como é possível?
Não me sinto, não te sinto. Amo-te. Desculpa por tudo.