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28 de setembro de 2016

Submundo,

Não sei porque temos sempre mais vontade de escrever quando nos sentimos em baixo. Talvez porque precisamos de desabafar e achamos que ninguém nos vai compreender, que ninguém nos vai ouvir. Toda a gente tem direito a ter a sua opinião , dessa forma, quando falamos com alguém só iremos ouvir isso mesmo, mais uma opinião. Talvez igual à nossa, talvez diferente. Sei apenas que não me irá ajudar a resolver qualquer que seja a questão.
Porém, tenho saudades de ti, Submundo. Não penses que me lembro só de ti quando estou mal, lembro sempre e várias vezes mas tenho medo de te encarar pois sei o mal que te fiz. Não espero que me perdoes e sei que nunca irás ler o que te escrevo, mas sabe bem escrever... pensar que estás a ouvir-me como sempre tiveste do meu lado. Sempre que precisava estavas lá, merecendo ou não, davas-me sempre a mão.
Gostava que soubesses e me tirasses do peito este peso. Sabes, há coisas que por mais que tente explicar ninguém me vai entender. Mas tu... tu saberias o que dizer.
Sinto que neste mundo estou sozinha. Sim, sei o que estás a pensar, tenho família, amigos, um namorado, mas sinto-me perdida. Não sei o que se passa comigo. Não sei o que sentir, o que dizer, o que fazer. Sinto que todo o mundo me cai... na verdade, têm acontecido algumas coisas boas mas não sei se chegam para combater toda a minha insegurança. Tu sabes... tu sabes como sempre fui insegura. Tento sempre não demonstrar, mas as atitudes falam por si. Não sei como ultrapassar isto. Tu tinhas sempre o dom de me fazer sentir bem. Em tempos tive isso,  depois de ti, mas agora sinto que não tenho mais. Sinto-me a mais. Sinto que há razões válidas para me expulsarem do dia-a-dia... Sempre achei que o problema era eu, hoje descobri que sou. Sei que nunca gostaste que tivesse estes pensamentos. Sei o quanto me ias dar na cabeça por sequer pensar, mas também sabes que, apesar da figura forte, sempre fui bastabte frágil.
Talvez seja mesmo eu o problema. Talvez se eu desaparecesse ninguém desse conta. Ou dariam daqui a uns tempos porque falaram com alguém que fez lembrar da Daniela. Será que sou apenas um ponto de passagem e viragem na vida das pessoas? Será que apenas estou a receber aquilo que mereço pelo mal que te fiz? Não sei. Talvez.
O que eu sei é que saberias o que me dizer e agora parece que perdi tudo.
Não me sinto com amigos. Sinto que as pessoas têm pena de mim. Não sei se mereço o bem que recebi. Não sei se devo tornar-me uma pessoa ou continuar um monstro. Sabes que sempre vesti pele de lobo para os enganar, mas sempre fui um carneiro pequeno e frágil. Sei que tu sabias isso. Sei que se soubesses irias concordar. Sei que não me ias mandar abaixo, sei que me ias tentar levantar. E eu? Ia fazer merda como sempre fiz. Atirar-te para o fundo do túnel novamente. E depois, iria arrepender-me novamente.
Só quero que saibas que vou tentar ser forte, como serias por mim.

23 de abril de 2016

Querido blog,

Tenho andado ausente de tudo, longe do mundo, longe de ti. Tenho sentido falta de te escrever, de te contar os meus dias e ter os meus desabafos.
Não sei por onde começar.
Não tenho grandes novidades para ti, continuo a trabalhar no mesmo sitio. Conheci pessoas novas e reencontrei colegas antigos. Neste momento, sinto-me bem no meu ambiente de trabalho. Tenho três pessoas que, para mim, são as que mais me apoiam e puxam por mim. Sinto-me bem em saber que existem pessoas que se preocupam comigo a nível profissional.
No ambiente familiar, tenho a dizer que, como sabes, fiz anos há uns dias e adorei estar com a minha família. Sinto falta deles, dos mimos e abraços dos papás, das brigas com os meus irmãos. Meu Deus, como a vida muda. Tenho 22 anos, imensas responsabilidades e sinto falta dos meus pais. Não digo que não esteja bem, mas há pessoas que nos fazem falta.
Em casa, tudo continua na mesma. Quer dizer, tenho tido muitos baixos mas pronto, nada que me afete tanto quanto antes. Acho que me sinto mais madura e responsável e independente. Sei que não preciso de alguém para me sustentar e ser feliz. Consigo ser feliz apenas comigo mesma, Sinto-me bem comigo mesma e acho que o amor próprio deve ser o maior amor que devemos ter.
Não sei que te dizer sobre a minha relação. Tenho desconfianças de algumas coisas e talvez seja por isso que ando mais independente. Não é mau, nem bom. Porém, é reconfortante.
Diz-me o que pensas sobre isto.

Um beijinho,
Daniela

19 de setembro de 2015

Everyting changes...

Hoje vi-te, pela primeira vez em quê, três anos?! Depois de tanto tempo sem falarmos nem sequer nos vermos, vi-te e não te falei. Acredita, não sabia bem o que fazer. Aposto que não ficaste satisfeito por ter feito grandes "festas" a todos menos a ti. Ou se calhar foi-te indiferente, não sei.
Se te magoei, desculpa. Não era minha intenção. Apenas bloqueei. Não te consegui encarar pois a vontade que tinha era de te abraçar e dizer que tenho saudades do meu melhor amigo, porque tenho. Porém, tu sabes o quanto sou orgulhosa e esperei que fosses tu a dar o primeiro passo, que não deste, por seres orgulhoso como eu. Enfim, indiferença numa amizade que já foi tudo e agora é nada.

21 de agosto de 2015

Querido blog,

Que saudades imensas tenho de te escrever. Tenho sentido a tua falta, falta de desabafar contigo.
Ultimamente, tenho sentido falta de antigas amizades. Amizades essas que hoje em dia não são nada. E fico triste com isso. Pensar e ver que outrora fomos tudo para essas pessoas e agora não somos nada. Pensar que quando tinhamos alguma novidade íamos ter com esse grupo de pessoas e agora só nos falamos em aniversários. É triste pensar que vivemos num mundo assim, onde as pessoas deixam de ser o que são, onde as pessoas fazem novas amizades e não cultivam todas as anteriores. Sabes o que me custa mais? É que desse grupo de amigos, alguns ainda se falam entre si, mas nenhum mantém contato comigo. Apenas se lembram de dar os parabéns, outros nem tanto. Não preciso que me felicitem por mais um ano, até porque não estiveram comigo nem tencionam estar no futuro. Acho que as pessoas deviam lembrar-se umas das outras sempre e não apenas quando fazem anos. Às vezes penso, será que eles se vão lembrando de mim? Será que sentem a minha falta, tal como eu sinto falta deles? Será que eles querem falar comigo mas o orgulho não deixa? Ou será que apenas se lembram que, sim, fui uma amiga mas agora não sou nada?! Às vezes gostava de saber o que vai na mente deles em relação a mim. Será que faço algum tipo de falta, ou não faço falta nenhuma?! Às vezes gostava de saber, apenas para perceber.
Eu não sou de dar o braço a torcer, nem de perdoar. Em 21 anos de vida, fiz as pazes com uma pessoa e, dessa sim, não me arrependo nem vou arrepender. Foi e é das pessoas mais importantes da minha vida e que melhor me conhece. Não me sinto na obrigação de ir falar com as pessoas acima mencionadas. Acho que elas é que deviam falar comigo. Contudo, vendo na perspetiva delas, se calhar pensam exatamente o mesmo e é por isso que também não vêm falar comigo. Sinto falta deles, tenho que ser sincera. Porém, a falta não é assim tanta que me faça pisar o orgulho. Afinal, seguimos vidas diferentes. Eles estão na faculdade, eu trabalho. Eles moram todos juntos, eu mudei-me. Eu própria fiz as minhas escolhas, agora tenho que aceitar essas consequências. Tenho amizades à distância, sim, mas sempre foram assim. Com eles era diferente. Íamos sempre todos passear, sempre juntos de um lado para o outro... e de repente tudo isso se foi. Acho que a culpa é sempre de ambas as partes, por isso não me culpo só a mim. Tomei as minhas decisões e estou feliz com elas. Se alguém tiver algo a dizer, por favor que me avise.

Um beijinho,
Daniela*

11 de novembro de 2014

Querido blog,

Hoje sinto-me nostálgica. Estive a ver fotografias do meu aniversário de 2011, onde fui jantar com uns amigos de escola, que estimava bastante. Hoje em dia, nem nos falamos. Apenas mantenho amizade com uma das pessoas, a minha AS.
Tenho saudades daqueles tempos, sabes?! Quando tinha amigos de escola que podia contar para tudo, onde ríamos, brincávamos, fazíamos tontices, copiávamos nos testes, ajudávamo-nos mutuamente na escola. Havia ombros amigos para o que precisássemos, que nos avisavam para todo o tipo de conflitos. God, como sinto saudades desses velhos tempos da secundária.
Lembro-me quando jogávamos futebol e eu odiava que os rapazes gozassem comigo quando fazia algo de errado! Mas depois vinham ter comigo e ajudavam-me a fazer melhor. Éramos uma turma super unida, vocês eram os meus verdadeiros amigos na altura. Pensando bem.. se calhar não eram assim tão verdadeiros.. Porque algo que é verdadeiro pode ir, mas volta sempre. E da secundária, apenas três pessoas ficaram. É triste quando nos afastamos das pessoas, a vida muda, passamos a ter outras prioridades, mas as amizades deviam manter-se. Se são verdadeiras, deviam manter-se. E sinto um vazio por ter perdido algumas pessoas ao longo desta vida. Talvez as coisas sejam mesmo assim, talvez tudo funcione assim. Porém, acredito que tudo acontece por um motivo. As pessoas passam pela nossa vida por algum motivo, seja esse qual for. Talvez um dia descubra qual foi a razão de cada pessoa ter passado e abandonado a minha vida, talvez.

Um beijo,
A tua Daniela

4 de agosto de 2014

Querido blog,

Olá!!
Há muito tempo que não te visito, mas tenho tido saudades tuas. Sabes, agora com o trabalho sobra-me pouco tempo e o que sobra é mesmo para descansar.
Hoje precisei de ti. Preciso de saber se ainda me lês e de desabafar.
A vida tem corrido bem, com o trabalho nem tenho tido muito tempo para pensar nestas coisas... No entanto, hoje encontro-me em casa e comecei a pensar nos tempos da escola, dos colegas, das amizades que tinha e como elas, de repente, acabaram. Tenho saudades de ir almoçar com os meus colegas no último dia de aulas, ou daquele dia em que decidimos todos faltar a uma aula. Sinto saudades dos abraços sinceros que todos dávamos e das palavras doces que trocávamos. Tenho saudades dos bilhetes trocados nas aulas, nas trocas de respostas relativas aos testes sem os professores repararem, até mesmo de fazermos de cupido entre colegas. Tenho saudades de sairmos da escola todos os intervalos, de apanharmos chuva, de fazer aulas de educação física! Meu querido secundário, tenho tantas saudades tuas.
Não é que não esteja feliz mas sinto um vazio e falta desse tempo.
Como quando saía da escola e íamos todos juntos para casa, ou quando o meu melhor amigo me ia buscar à escola ou visitar na hora de almoço ou intervalos só mesmo para estarmos um pouco juntos.. Sinto vontade de ter algumas amizades de volta, amizades que eu estimava mas que aos poucos se foram apagando. Como saber que damos os parabéns a uma pessoa que consideramos grande amiga e depois vermos que deu uma festa e não nos convidou. É tão frustrante, não sei... Acho que é algo que terei que ultrapassar com o tempo. Só algumas amizades ficaram e espero não as perder, se bem que será necessário haver um contacto constante? Será que se esquecerão de mim?
Enfim, só o tempo o dirá.

Obrigada pela tua compreensão, querido blog.
A tua Daniela.

21 de maio de 2014

Querido blog,

Não sei o que se passa comigo. Não sou mais eu. Não sei o porquê. Não me sinto a mesma.
Estou afastada, desinteressada, agressiva com quem a única pessoa que não merece. Não tem feito nada para merecer. E não sei como voltar atrás com esta minha atitude. Acho que causei danos, mas pressinto que irei causar mais. Prevejo que isto se vai desmoronar. E há que haver medo.
Sinto-me desiludida com certas pessoas. Mas não é isto que me está a afectar, é outra coisa... algo que ainda não descobri...
Desejo-te uma boa noite,
A tua Daniela.

26 de abril de 2014

Querido blog,

Ontem as coisas correram mais ou menos.
Eu acordei e fui para a sala. Ele acordou e enfiou-se no escritório. Começou a pôr que me faziam lembrar nós. Tocou a nossa música e ouvi-o cantar e chorar. Chorei mas mantive-me na sala. Tocaram tantas outras e ouvia-o cantar... Isto durante duas horas, mais ou menos. Depois, ele veio ter comigo e abraçou-me. Pediu desculpa e fizemos as pazes.
Fomos comprar umas coisas para a casa e utilizei o meu novo modo de ser durante as primeiras horas, depois tive que abrir a boca. Escrever no telemóvel não estava a dar com nada.
Espero que a partir de hoje as coisas corram melhor, esta situação não nos faz nada bem. Amanhã trago-te noticias.
Um beijo,
A tua Daniela.

25 de abril de 2014

Querido blog,

Hoje acordei mais cedo. Vim procurar umas coisas na internet e decidi escrever-te.
Agora irá começar a nova etapa, a que te falei ontem. Não sei como irá correr, nem te posso dizer como já está a correr porque ainda não começou. Ainda estou apenas eu de pé.
Tenho receio do que ele possa ter feito ontem, mas sinceramente as acções ficam para quem as pratica. Se calhar matou saudades de alguém, ou talvez sejam só coisas da minha cabeça. A confidente e amiga que tenho, diz-me que enquanto não esquecer um assunto do passado, que supostamente provoca as crises do presente, as coisas não irão melhorar nem sequer resultar. Talvez ela tenha razão. Pergunto-me, será que sou eu que quero que isto termine? Depois de tanto esforço para ter será que sou eu que quero um ponto final? Quem sabe, eu não sei...
O tempo passa, mas não cura. A gente perdoa, mas não esquece. A vida é assim, feita de mágoas. Porém, será que somos nós que controlamos este rumo? Será que se quisermos, tudo muda? Sinceramente, não sei. Arrisco em dizer que, ao fim de vinte anos, nada sei. Porque será assim? Como é que não temos respostas a nada, passando por tanto? Ou será que iremos passar por mais coisas ainda? Quer dizer, não duvido que sim, mas serão piores? A vida é feita de sofrimento? Então, de que nos vale viver? Para quando estivermos perto de morrer nos arrependermos de algo que fizemos ou não? Não entendo este conceito de vida, não sei como se vive, não sei o que querem de nós.
Sei que não consigo confiar, não consigo. Impossível acreditar numa verdade que é mentira. Quando insistimos em mentir sobre determinado assunto, é porque temos algo a esconder. E eu tenho uma mente que puxa muito por si e por vezes vai-se abaixo. Será que penso demais? Ou será que penso o acertado? Aquilo que ninguém quer ver, mas que é real...
Não sei o que me reserva, mas sei que coisa boa não é. Só espero que este pesadelo acabe, seja de que maneira for. Sinto-me cansada e sem forças para lutar. Não vou desistir, apenas deixar de tentar.
E devo aceitar, mais uma vez, o perdão? Ou devo manter a minha postura e desprezar?
Deixo-te com estas dúvidas e um carinho doce,

A tua Daniela.

24 de abril de 2014

Querido blog,

Há muito que sentia saudades de escrever, hoje é o dia!
Decidi, todavia, que não vou falar mais, apenas escrever. Percebi que ao ser uma pessoa totalmente transparente em relação ao que se passa, na confusão, da minha alma, magoo as pessoas. É verdade, as palavras machucam e, ao que parece, não se aproveita nenhuma das que são proferidas pela minha boca. Tudo magoa, todo o meu rancor e medo magoa. É por isso que defendo a ideia, a partir de hoje, de "entrar muda e sair calada". Afinal, quem inventou essa expressão, sabia bem o que dizia. É o remédio para quase todos os males. Talvez a falta da minha voz e das minhas "bocas", como dizem, faça bem às pessoas.
Descobri ainda que sou uma pessoa bastante interessante, mas exclusivamente quando estou calada. Quando abro a boca, perco todo o interesse. Quem diria!
Sinceramente, nem sei o que mais me magoa, o facto de me dizerem isso, ou o facto de sentir que é verdade. No entanto, o "sentir que é verdade" também é posto em causa, tendo em conta que, supostamente, não sei distinguir a verdade da mentira. Pois é, meu querido blog, ao que parece tenho muitos problemas. E queres saber mais um? Tenho falta de atenção. Sim, sofro por falta de atenção por parte dos meus amigos, por falta de amizades digamos. Pois é, acho que preciso é de um psicólogo porque se isto tudo é verdade - não a minha verdade, mas sim a dos outros -, então acho que estou muito afectada, diga-se de passagem.
Bem, como sempre disse, o único problema em todo o lado, sou eu. E talvez seja mesmo! Na casa dos meus pais, sentia-me mais como o "ponto de equilíbrio" entre todos, hoje sinto-me um poço de merda. Sim, é isso mesmo, sou um poço de merda. Sinto-me aliviada e magoada ao mesmo tempo por considerar que essa frase se adequa à minha pessoa, mas é a verdade  nua e crua.
Não me sinto péssima, mas em choque. Afinal foram preciso vinte anos para notar que sou assim. Percebo agora o vazio que sempre existiu em mim. Recebo amor, mas ponderando bem... não o devo retribuir.
Sabe Deus o que o futuro me reserva, mas eu cá já fiz as minhas contas. Não é algo que fiz no passado, mas sim no presente, ou algo que não fiz no presente nem passado.
Amanhã conto com uma nova etapa, boa ou má só depois saberemos. Só quero cumpri-la e verificar se o erro sou mesmo eu.
Despeço-me de ti com muito amor e carinho,

A tua Daniela.

18 de junho de 2013

E sinto saudades dos velhos tempos. 
Não queria voltar a atrás porque tudo o que aconteceu, aconteceu por algum motivo e estou bem como estou. Queria ter algumas amizades que foram deixadas pelo caminho. Algumas que eram bastante importantes e que com o tempo foram desacreditadas. A vida é assim, dá voltas e voltas. Um dia somos tudo, noutro somos lixo. No entanto, nós só aprendemos assim. A culpa até pode ser nossa, mas só nos momentos difíceis da vida damos valor àquele apoio que antes tínhamos.
As pessoas mudam, os tempos mudam... a vida muda.

21 de novembro de 2012

Desabafo, J.

Sinto-me frustrada! Só me apetece escrever para ti, apesar de não mereceres! Não sei se lês o que escrevo, não sei sequer se ainda segues o meu blogue. Sei que não me respondes e também não queres saber de mim. Sinto saudades tuas, sim, infelizmente é a verdade. E sinto-me frustrada por isso! Porque tu não sentes a minha falta. Só sabes mandar boquinhas pelo facebook (sabendo que eu não tenho) e nem sequer tens a decência de me dizer as coisas na cara. És uma desilusão! Punha-te no auge da minha vida! Sempre foste a pessoa mais importante, sempre foste a pessoa que me apoiou em todos os momentos da minha vida, sempre foste a única pessoa presente quando todos me deixavam, sempre foste a minha confidente, sempre foste tudo para mim, tudo! E abdicas disso, apenas porque sim. Sei que não te devia ter dito o que disse mas tu conheces-me, sabes que por ti e pelos que mais amo não iria fazer nada! Compreendo a tua dor mas tu não compreendeste a minha. Preferiste ignorar-me e abandonar-me. Preferiste dar-me a escolher entre ti e o amor da minha vida, isso é algo que não se faz. Muito menos a pessoa em quem depositamos, praticamente, a nossa vida! Eu partilhei tudo contigo, TUDO! E se tu não partilhaste mais, foi porque também não quiseste. Eu sempre te apoiei, sempre tentei ser a melhor pessoa para ti e tu deixas-me. E ainda tens a lata de expor nas redes sociais que "preferi o meu namorado" ? Que raio de moral tens tu se mandas essas bocas "pela calada"? Isso irrita-me e sabes porquê? Porque pensei que te conhecia bem, pensei que fosses A MINHA GÉMEA PERFEITA! Pensei que fosse para ti o que tu és para mim, mas afinal enganei-me. Vi a minha vida morrer, por tua causa. Vi o meu chão abrir-se. Vi um poço fundo e escuro. E sabes quem não me deixou cair? A tão má pessoa do homem que me ama! Aquela pessoa que tu "odeias", foi a pessoa que, ao contrário de ti, não me abandonou. É a pessoa que me mete um sorriso na cara quando paro no tempo para pensar em ti, é a pessoa que luta pelo meu bem-estar quando só quero estar mal. Tu magoaste-me da pior maneira possível! Tu enganaste-me. Tu fizeste-me acreditar que eras uma pessoa e agora mostras ser outra. Fizeste-me pensar que eras a minha Metade, para me abandonares e deixares um tremendo e horrível vazio no meu peito. Ninguém consegue ocupar o teu lugar, porque tenhas sido correcta ou errada comigo, continuas a ser (infelizmente) a única pessoa que sempre me compreendeu, que sempre me apoiou e que esteve sempre presente nos piores dias da minha vida! Assim como esteve presente nos melhores dias. Tu, que me punhas um sorriso durante dias inteiros! Tu, que me tratavas por irmã! Tu, que me fizeste acreditar numa amizade perfeita e me abandonaste enquanto eu sofria. Nem me deste tempo para explicar as coisas, não me deste tempo para nada. Apenas me obrigaste a escolher e nem para isso me deste tempo. "Escolheste" por mim. Como é óbvio, não conseguiria escolher. Tu és quem és e Ele é quem é. É impossível escolher entre as duas pessoas que mais se ama, é cruel ter que fazer essa escolha mas tu, literalmente, obrigaste-me a fazê-la. Nunca pensei que fosses capaz de o fazer. Pensei que eras a pessoa que eu sempre quis ter do meu lado, a minha Gémea... E demonstras-te ser tudo, menos isso. Estou cansada de sentir a tua falta, de ter saudades de me dares na cabeça, de querer um abraço teu, de precisar da tua amizade. Estou farta disso e não quero sentir mais isso, porque tu já me esqueceste há demasiado tempo. Espero que as tuas novas amizades e, principalmente, esse teu novo amor te traga muita felicidade! Que encontres alguém como eu ou parecido, que te apoie sempre e te dê os melhores conselhos do mundo. Desejo-te o melhor do mundo, porque (minha antiga gémea perfeita) mereces. A actual pessoa em que te tornaste, não me interessa. Porque a minha J. não expunha a sua vida nas redes sociais, não mandava bocas "porcas" em plenas redes sociais. Era dócil e meiga. E é a essa J. que desejo o melhor do mundo, porque apesar dela me ter abandonado, eu nunca a abandonei. Precisava de descarregar e aqui está. Sei que nem sequer vais ler mas, sinceramente, não me importo. Afinal isto é um texto meu e não ando a expor em todo o lado porque ninguém tem que saber da minha vida, como tu agora fazes. Adeus. Até um dia.

5 de novembro de 2012

Sinto um vazio em mim, uma saudade imensa. Algo falta, alguma peça. Estou triste, sinto-me sem rumo. Um vento longo me empurrou para um poço profundo, caí e já vou a meio. Sinto falta daquela amizade exclusiva e do orgulho que tinha nela. Infelizmente, nada voltará. Duas pessoas iguais, dois orgulhos feridos, nada será como antes. Terei saudades, imensas! Tal como tenho agora...

4 de novembro de 2012

Boa tarde J.,
Tenho saudades tuas. Tenho saudades do quanto me davas na cabeça e me abrias os olhos. Tenho saudades das tuas palavras meigas e da tua maneira de ser, igual à minha. Tenho saudades de me fazeres viver, apenas pelo teu amor. Tenho saudades dos teus abraços e de, simplesmente, te ver. Tenho saudades da tua amizade! Continuo a pensar se era necessário me teres abandonado desta maneira, me teres largado e deixado seguir a vida, sem ti, mas respeito a tua decisão. Estás no teu direito.
Sempre fizeste tudo por mim e eu tentei sempre retribuir, pode não ter sido o suficiente mas dei o meu melhor e para mim continuas a ser aquilo que sempre foste! Ninguém ocupa o teu lugar, ninguém tem essa capacidade.
Sei que não queres saber, mas estou feliz. Finalmente as coisas estão a ganhar um excelente rumo e eu sinto-me bem com isso. Já não há veneno entre nós, apenas confiança. Era isso que, em tempos, querias para mim e é o que eu tenho. Queria dizer-te também que estou mais calma. Voltei a ir dormir à minha avó, ando a comer direito e tenho tido notas razoáveis (excepto o último teste... mas vou recuperar!). A carta está a ser tirada, com calma, até agora tem corrido bem mas todo o cuidado é pouco e eu tenho tido muito. Em casa, já não falo com o meu pai há quase um mês (armou-se em criança) e vou estando mais ou menos com a minha mãe (sabes que estamos sempre às turras). Os meus irmãos, já sabes como é.
Provavelmente nem sequer vais ler isto ou se leres nem sequer vais dar importância, mas queria saber de ti e que não te esquecesses de mim, pois eu não te vou esquecer.
Love you, my twin ♥

10 de outubro de 2012

CJRJ.

Tudo o que era meu, tive e desperdicei. Perdi a noção e omiti o que não devia ter omitido, por coisas que não valiam a pena. Tentei chorar, mas já não consigo... as minhas lágrimas esgotaram. Sorriso? Perdi-o. Anda por ai vagabundo e não volta para mim, o sorriso maldito. Apaixonaste-te por esse sorriso?! Então é teu e apenas teu! Perdi-te, encontrei-te e voltei a perder-te. Tudo em menos de um mês. Se calhar mereço sofrer e estou destinada a tal. Nada de bom acontece. Estraguei tudo, mais uma vez disseste tu, talvez tenhas razão, talvez a culpa seja apenas minha.
Aquilo que me chamaste, não sou! Nunca trairia o amor da minha vida, mas omiti algo que para mim não tem valor, mas que tinhas todo o direito de saber. Omiti porque não me importava, mas a ti importa.
Se morri por dentro? Acho que desta vez sim, de vez, e quero morrer por fora. Só assim consigo sair da tua vida, definitivamente. Esquecer-te? Impossível. Foste o melhor que a vida me deu e eu desperdicei-te como as pessoas desperdiçam os espinhos de uma rosa, que estão lá por algum motivo.
Se fiz isto por alguma razão oculta ou por ter feito algo que não deviaNão. Ocultei porque simplesmente não teve significado para mim, porque tu és e sempre foste o mais importante e porque só queria o nosso bem estar. Se fiz mal? Entendi que sim. Fiz-te sofrer e magoei-te como disse que nunca faria e fiz. Falhei-te.
Sei que, desta vez, não me vais perdoar. Sei que apesar de em 15 meses termos mais dias bons que maus, que isto foi o pior e te fez perder toda a confiança em mim. Sei disso e arrependo-me! Nunca, mas nunca, te quis magoar assim e se soubesse que isto ia acontecer, eu nunca te tinha escondido nada, melhor, nunca tinha ido ter com ninguém, não que tivesse segundas intenções porque nunca as tive, mas porque te magoou e eu nunca quis isso.
Gostava que o nosso "Para Sempre" se tivesse cumprido, mas infelizmente parece que decidiste pôr um ponto final. Não te vou mentir, quero morrer e vou, para breve! Mas só quero que saibas que foste, és e sempre serás o verdadeiro homem da minha vida e nunca ninguém te tirará esse lugar! Lutaste por ele, és merecedor dele e aqui o tens.
Despeço-me com um beijo, um abraço, um carinho, um arrependimento, uma mágoa e sobretudo com o maior peso no coração por te ter magoado. Nunca o quis fazer, meu amor, nunca!! Espero que um dia mais tarde encontres alguém que te mereça, que te faça feliz, que te acompanhe sempre, que mostre o seu amor e dedicação, que consiga ser mil vezes melhor que eu! Espero que realizes os teus sonhos, os teus objectivos e que me relembres com amor (mais tarde).
Mais uma vez, desculpa não ter sido a pessoa que querias, que merecias e desejavas. Para mim, serás sempre o único homem que me fez sentir viva! Que me amou sinceramente, que me levou a cometer as maiores loucuras, que mais me surpreendeu (negativa e positivamente), que me levou a querer mudar radicalmente, que me fez sonhar, que me fez acreditar, que me fez querer casar e ser mãe. Tu foste tudo o que eu sempre quis e sonhei, foste TUDO!
Com o mais sincero amor, amo-te C. e espero que um dia possas ler isto e relembrar-te de mim com um sorriso, com o pensamento de que te amei verdadeiramente, que te fui sempre fiel e que sempre fiz tudo para que estivesses bem. Desculpa-me. A minha vida acaba aqui, meu amor. Adeus.

9 de outubro de 2012

13 de setembro de 2012

O tempo passa, as pessoas mudam, alteram-se as vontades, a vida continua.

3 de setembro de 2012

Magoaste-me. Tiraste uma parte de mim, levaste o meu coração.
Sinto-me culpada por um lado. Entreguei-me a ti, de braços abertos, depois do que fizeste. Agora sinto que podes abusar sempre que quiseres. Não devia ser assim. Sinto a tua falta. Sinto falta do teu abraço forte. Sinto falta do teu olhar sincero. Sinto falta dos teus beijos. Sinto falta de brincares comigo. Sinto falta das tuas palavras. Sinto falta do teu toque. Tenho saudades tuas. Não quero deixar-te, nem quero que me deixes. Não quero magoar-me, nem quero que te magoes. Não quero sofrer, nem quero que sofras. Apenas, quero-te.

1 de setembro de 2012

.

Tu magoaste. Tu mentiste. Tu omitiste. Tu fizeste acreditar. Tu criaste uma ilusão. Tu mudaste. Tu falhaste. Tu acabaste. Tu arrependeste-te. Tu abandonaste.
Tu choraste. Eu chorei. Tu agarraste. Eu soltei. Tu sussurraste. Eu gritei. Tu desculpaste-te. Eu ignorei. Tu sofreste. Eu sofri. Tu queres. Eu quero.
Eu amo-te. Tu amas-me? 

19 de agosto de 2012

Changes.

A personalidade das pessoas, muda. As pessoas mudam. E a vida muda com elas.
Cada um tem o direito de fazer aquilo que bem lhe apetece e que acha melhor para a sua vida e os outros só têm que respeitar, mesmo que não concordem.
As pessoas fazem da vida isto e os que os rodeiam que se submetam a tal.
Será sempre assim.