Sabes... jurei que não ia escrever mais para ti, porque eras um capítulo encerrado na história da minha vida. Infelizmente, sinto que não o és. Penso, depois do que me fizeste e disseste, eu devia conseguir fazer o mesmo que tu - abandonar-te, não pensar mais em ti, ignorar-te, excluir-te da minha vida - mas, infelizmente, não consigo. Tu continuas presente. Continuas a influenciar-me.
Sabes... eras o meu maior pilar, aliás, eras o pilar principal, aquele que sustentava grande parte da pessoa que era. Quando me deixaste, quase caí. Por sorte, um outro pilar segurou-me e, tornou-se ele, o principal. Lembras-te daquele pilar que ao inicio gostavas muito, inclusivé o "defendias", e depois, apenas porque ficou um bocado sujo e enferrujado, o começaste a odiar? Lembras-te? Pois bem, foi esse mesmo pilar que me agarrou e não me deixou cair. Foi esse pilar, que parecia poder quebrar-se a qualquer momento, que me agarrou e brilhou para mim. De sujo, velho e enferrujado, tornou-se o mais belo e brilhante pilar! Agora, é o único pilar que me sustenta.
Porém, tu continuas a deixar um vazio em mim. Antes, tinha sempre a tua força. Conseguias pôr-me bem quando estava mal, conseguias controlar as minhas crises e fazer-me ver a realidade, conseguias fazer-me ver as coisas como elas realmente eram. Agora, não consigo mais ser assim. As crises aumentaram, os medos pioraram, os filmes excedem-se e tenho medo (lá está) do que possa vir a acontecer. Lembras-te de teres dito que estavas a ver mudanças positivas em mim? Que sentias que eu estava a melhorar? Pois bem, isso desapareceu tudo, de novo. Agora, consigo ser ainda pior do que era quando me conheceste. E tenho medo, porque não sei como reagir e/ou o que fazer. Não sei o que vai acontecer. Não tenho ninguém que consiga perceber-me, como tu percebias. Agora por tudo e por nada estou a sofrer, por mínimas coisas magoo as pessoas à minha volta, por tudo e por nada sinto-me desfalecer. E sinto falta da tua percepção, enquanto minha irmã.
Não quero que voltes. Não, depois do que aconteceu. Apenas preciso de desabafar e, ultimamente, o blogue é mais que ele próprio. É uma tentativa de me perceber a mim própria ao ler aquilo que escrevo. Infelizmente, nem assim consigo. Não da mesma maneira que fazias. E é disso que sinto falta. Já não sinto propriamente a tua falta, mas sim da nossa realidade. Porque me mostravas a realidade tal e qual como ela era e, dessa forma, eu conseguia manter-me fiel ao real. Agora, parece que tudo é arma para me atacar. Faço coisas que me fazem sentir insegura e culpo os outros disso mesmo. Agora, parece que não sei quem sou.
Talvez não consiga fazer ninguém feliz. Talvez a minha insatisfação crie o mesmo sentimento nos outros. E o vazio que me deixaste, faz com que seja fria e insensível. Faz com que tenha medo de tudo. Com tanta gente à minha volta, tinhas mesmo que ser tu a abandonar-me? Não me querias ver sofrer, mas olha o que fizeste e continuas a fazer. Olha com olhos de ver! Estou cada vez mais fragilizada.
Agora, dependo daquele pilar que me salvou. Agora, ele prova todos os dias que merece o lugar que tem e sabes o que eu faço? Sujo-o e não cuido dele, como ele cuida de mim. Isolo-me e tento expulsá-lo de mim. O problema é que sem ele eu caía. E talvez seja isso que eu quero, cair. Só que ele nunca deixa e está lá sempre - quer eu baloice para o lado direito ou para o lado esquerdo-, ele está lá. Aquele que disseste que me ia abandonar, é o que me salva todos os dias.
Contudo, continuo a sentir vazio o lugar que ocupavas. Continuo a sentir falta da tua compreensão. Abandonaste-me... porquê ?
e eu que o diga..
ResponderEliminarEu não deixei de te amar. Simplesmente afastei-me, porque sinceramente eu não quero ver homem nenhum a distruir metade de mim. Ele insultou-te, e é por isso que eu o odiei, não pela pessoa que ele é ou não é. Mais nada Daniela, porque eu tenho lágrimas que caiem só por ti, tu és o meu desejo e eu quero-te só para mim. Eu sempre disse o amor é tão lindo e senti-me eu sinto-me tão sozinha.
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