6 de dezembro de 2011

F.

Ontem parei para pensar e pensei muito. Tanto pensei que as minhas lágrimas quiseram correr pela minha cara, mas eu não deixei.
Pensei no porquê! No porquê de uma coisa tão bela acabar apenas porque sim, ou porque não. Pensei no como! No como é que tal coisa pôde acontecer. Pensei no quando! No quando prometemos que a nossa amizade ia durar para sempre. Pensei no onde! No onde é que foi parar a nossa tão grande confiança, a nossa imensa cumplicidade. Pensei mil e uma coisas e não cheguei a conclusões nenhumas.
Pergunto-me porque me abandonaste, pergunto-me por onde andas sem mim, pergunto-me como estarás... mas não obtenho respostas, apenas um grande aperto quando penso.
É por isso que evito pensar, evito lembrar-me de ti, evito tocar no teu nome mas como posso evitar tanta coisa quando sinto a tua falta? Mas viraste-me as costas, deitas-te abaixo o nosso puro sentimento, acabaste com a nossa verdadeira (ou assim pensava) amizade.
Tenho pena que não entendas que as coisas podiam ser feitas de outra maneira, que, infelizmente, sinto a tua falta.
Se te irei perdoar? Acho que passou tempo demais e não há volta a dar. Se alguma vez errei contigo perdoa-me mas não foi nada comparado com o que estás a fazer agora! Esta será a última vez que te escrevo. Tenho pena que a nossa amizade acabe assim mas a vida é mesmo assim. Adeus.

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