25 de abril de 2014

Querido blog,

Hoje acordei mais cedo. Vim procurar umas coisas na internet e decidi escrever-te.
Agora irá começar a nova etapa, a que te falei ontem. Não sei como irá correr, nem te posso dizer como já está a correr porque ainda não começou. Ainda estou apenas eu de pé.
Tenho receio do que ele possa ter feito ontem, mas sinceramente as acções ficam para quem as pratica. Se calhar matou saudades de alguém, ou talvez sejam só coisas da minha cabeça. A confidente e amiga que tenho, diz-me que enquanto não esquecer um assunto do passado, que supostamente provoca as crises do presente, as coisas não irão melhorar nem sequer resultar. Talvez ela tenha razão. Pergunto-me, será que sou eu que quero que isto termine? Depois de tanto esforço para ter será que sou eu que quero um ponto final? Quem sabe, eu não sei...
O tempo passa, mas não cura. A gente perdoa, mas não esquece. A vida é assim, feita de mágoas. Porém, será que somos nós que controlamos este rumo? Será que se quisermos, tudo muda? Sinceramente, não sei. Arrisco em dizer que, ao fim de vinte anos, nada sei. Porque será assim? Como é que não temos respostas a nada, passando por tanto? Ou será que iremos passar por mais coisas ainda? Quer dizer, não duvido que sim, mas serão piores? A vida é feita de sofrimento? Então, de que nos vale viver? Para quando estivermos perto de morrer nos arrependermos de algo que fizemos ou não? Não entendo este conceito de vida, não sei como se vive, não sei o que querem de nós.
Sei que não consigo confiar, não consigo. Impossível acreditar numa verdade que é mentira. Quando insistimos em mentir sobre determinado assunto, é porque temos algo a esconder. E eu tenho uma mente que puxa muito por si e por vezes vai-se abaixo. Será que penso demais? Ou será que penso o acertado? Aquilo que ninguém quer ver, mas que é real...
Não sei o que me reserva, mas sei que coisa boa não é. Só espero que este pesadelo acabe, seja de que maneira for. Sinto-me cansada e sem forças para lutar. Não vou desistir, apenas deixar de tentar.
E devo aceitar, mais uma vez, o perdão? Ou devo manter a minha postura e desprezar?
Deixo-te com estas dúvidas e um carinho doce,

A tua Daniela.

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